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Moscou
Ao princípio do século
XII perto da desembocadura dos rios Neglínnaia e Moscou existiram
as rotas internacionais que uniram muitas terras politicamente separadas.
Em 1147 um mercado desenvolveu-se e em 1156 uma fortaleza foi erigida
sobre o que agora é conhecido como a Colina de Krémlin.
O nome desta fortaleza tornou-se em Moscou ao redor da época
do Grande Duque Vladímir Yúriy Dolgorúkiy. Aproximadamente
um século e meio mais tarde esta pequena cidade do principado
de Vladímir fez-se um centro independente. Moscou herdaria
a missão do unificação de Rússia de Vladímir.
Os primeiros duques de Moscou foram todos os elementos da origem de
Moscou.
Um século depois da morte do Reverendo Sergio e 50 anos depois
da morte de Andréi Rublióv, reinou a famosa Terceira
Roma de Ivã III. Foi este Ivã que governou Rússia
em sua totalidade. Neste momento da história, nós encontramos
o Kremlin russo-italiano; onde a Idade Média e o Renascinamento
encontraram-se, o leste encontrou-se o oeste, e nasceu uma nova cultura.
Moscou tem o seu próprio Gólgota, isto é, o cadafalso
que constitui o centro do compasso do arquiteto.
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A cidade tem a sua própria catedral da tumba de Deus, que se
chama o Campanário de Ivã o Grande. Na verdade, o Kremlin
inteiro é uma grande catedral, com a praça Vermelha
como o seu altar. No meio do século XVI o reino do tártaro
do leste foi conquistado, e para comemorar este acontecimento histórico
Ivã o Terrível construiu a catedral de São Basílio.
No começo do século XVII o distúrbio foi derrotado,
o interregno foi superado, a invasão lituaniana foi suprimida
e todos os impostores (os Falsos Dimítrios) foram expelidos.
A nova dinastia dos Románov foi elegida e em relação
a estes acontecimentos, a catedral do ícone de Kazan da Virgem
Santíssima foi erigida e o monumento a Mínine e Pojárski
foi fundado para marcar a vitória russa.
Mais de uma vez esta cidade foi destruída pelo fogo, mais de
uma vez ela foi devastada por invasões do leste e do oeste.
Tiranos e pretendentes reinaram o país, insurreções
populares foram cruelmente afogados no sangue. Com estes caos e ruína,
Moscou sobreviveu. Mesmo agora é possível ver um grande
número de igrejas. Obras-primas tais como a igreja do São
Trifón o Mártir em Naprúdnaia, a igreja da Santa
Trindade em Nikítniki, a igreja da Natividade da Virgem Santíssima
em Putínki e a igreja da Ressurreção de Cristo
em Kadáchi são os belos lugares de explorar.
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quantos milagros da cultura russa de madeira desapareceram!
Então decoravam a capital que tinha todas as descobertas
da arte nacional russa. A arquitetura civil do séculos
XVI e XVII soube apenas os edifícios de pedra. Não
obstante Moscou tem preservado mais de 200 casas e edifícios
oficiais que se remontam à Idade Média. Os edifícios
mais antigos entre eles existem fora das muralhas de Kremlin;
tesouros tais como o Pátio inglês (que foi a missão
diplomática e comercial da Grã Bretanha) e o Pátio
da Imprensa (o resultado do trabalho desinteressado de Ivã
Fiódorov), e a casa de Románov (a que se tornou
nas células monásticas), foram construídos
a princípio do século XVI. |
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Outros sobreviventes excepcionais do século XVII são
a propriedade no campo de Avérki Kiríllov, a Casa da
Moeda, o Tear, e os Pátios Farmacéuticos com suas casa
e igreja. Além destes edifícios, são as residências
de Boiárine Troiekúrov, de duque Yussúpov, de
comerciante Svertchkóv, de caixeiro Ukráintsev, e de
conde Rostóptchin. Algumas destas estruturas já mostram
características específicas da arquitetura do século
XVIII. Os primeiros monumentos do século XVIII são também
da origem de Moscou. A igreja de São Gabriel o Arcanjo a Torre
de Ménchikova é o pai do estilo baroque europeu da era
de Pedro. É considerado como o nascer do sol da Idade de Ouro,
e o palácio de Ménchikov foi a aparição
prematura do futuro remoto de Classicismo. Neste momento culminante
no desenvolvimento de Moscou, tudo parou! São Petersburgo foi
construído, e a sua construção parou o crescimento
de Moscou.
O fundador de São Petersburgo e do seu império humilhou
e reduziu a importância de Moscou no seu pico arquitetônico.
Só um meio século mais tarde Moscou recuperou o seu
papel original como a capital da classe não-militar. O último
estilo baroque do palácio de Aprákchin refletiria este
papel de Moscou. O efeito completo da posição de Moscou,
contudo, encontra-se na arquitetura de Classicismo. A cidade pareceu-se
com a propriedade no campo. O arquiteto-chefe, mestre Kazakóv,
realizou muitos construções e divertimentos. Algumas
exemplos deles são o Templo de Legislação (o
Senado do Kremlin), o Templo do Conhecimento (a Universidade mais
antiga na Rússia), o Templo da Solidão (o Palácio
do império de Pedro), o Mosteiro da Misericórdia (o
Hospital de Golítsine), o Fórum (a Assembléia
Nobre com a sua Sala famosa) e muitas rotundas (casas
de verão) das propriedades aristocráticas. O Grande
Fogo de 1812, o chamado fogo de Napoleão, concluiu
esta era e começou uma nova.
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De
novo, Moscou encontrou-se no cruzamento da Grande História.
Alí começou um século de grande literatura
e música russa, um século do despertar do pensamento
russo e do renascimento da santidade russa. Este século
igualou as duas capitais. As residências e tumbas dos
cidadãos mais famosos do país, o fundo das suas
novelas e a fonte da sua inspiração, as imagens
de seus quadros e da música. Era isso que representava
Moscou nesta época. Foi uma casa da família de
Púchkine e o drama espiritual de Gógolh, a Pátria
de Dostoyévski, Tolstói, Tchékhov, a Universidade
de Lérmontov, de Tuétchev, Turguénev, e
muitos outros. Ainda mais que tudo isso, Moscou fez-se a capital
do capitalismo russo. |
Pouco a pouco Moscou fez-se o centro para os mecenas da arte moderna.
A Idade de Prata da cultura russa lembra a Galería de Tretiakóv
e a ópera de Mámontov. Isso evoca, por sua vez, Chaliápine,
o teatro de Stanisslávski (patrocinado por Sáva Morósov),
as coleções de Chúkhine e Bakhrúchine
assim como a arte de Seróv, Vrúbelh, Levitáne,
Scriábine e Rakhmáninov. Grupos de filósofos
e arquitetos, incluindo Fiódor Chékhtel (mundialmente
conhecido) são exemplos radiantes duma era próspera
da história russa.
A grande riqueza provoca freqüentemente o grande conflito. As
escaramuças em todo Moscou em 1905 anunciou os acontecimentos
do ano 1917. São Petersburgo rendeu-se ao Bolhchevíks
bastante facilmente. Moscou, entretanto, resistiu até o mês
de novembro. Os colegas militares e o seu melhor corpo militar mantiveram-se
firmes até o fim. O Kremlin que defendíam ferozmente
foi incendiado e capturado. No começo de 1918, Moscou fez-se
de novo a capital de Rússia. Mas que Rússia? A Rússia
de Lénine e Stáline. Ao contrário da sua existência
antes, Moscou fez-se a cidade de Lefórtovo e Butírki,
de Liubliánka e do Silêncio do Marinheiro (os nomes das
prisões bem conhecidas). Aqueles nomes que tinham evocado uma
vez a beleza fizeram-se símbolos de horror.
| Muita
gente pereceu junto com a sua cidade. Milhões de vidas
e milhares de igrejas foram cruelmente extinguidas; o templo
de Cristo o Salvador, a catedral do ícone de Kazan da
Virgem Santíssima, a torre de Súkharev, as Portas
Vermelhas, e o mosteiro da Ascensão de Cristo (Voznessénsski).
A igreja da Dormição da Virgem Santíssima
na rua de Pokróvskaia e a igreja de São Nicolau
o Milagro-Trabalhador (a Cruz Grande) desapareceram também.
Não obstante Moscou pode sobreviver com Boríss
Passternák e Andréi Platónov, Alexéi
Lóssev e Daniélh Andréyev, Mikhaíl
Bulgákov e Konstantíne Mélhnikov. Moscou
foi a primeira cidade que tinha derrotado Hitler da Alemanha.
A imagem de Júkov a cavalo à Parada da Vitória
de 1945 mesclou-se com o emblema da cidade de São Jorge
andando o cavalo branco. |
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